segunda-feira, 30 de junho de 2014



AEE : questões e exigências sociais

Neste texto mim proponho a refletir sobre o AEE e as inquietações que frequentemente norteiam esta prática.  De fato, você leitor deve estar se perguntado: qual a necessidade de refletir sobre tais inquietações? De antemão adianto que se são as perguntas que movem a produção de conhecimento elas tem que ter direções plausíveis dentro do contexto da educação inclusiva, para não gerar armadilhas que encaminhem as práticas docentes para uma falsa inclusão.

Ao ler o texto “modelos de modelos” percebi que os modelos que projetamos em nossa mente sobre diferentes realidades nem sempre, ou quase nunca, são compatíveis com as necessidades reais dos sujeitos.  A sociedade e as necessidades dos seres humanos mudam rapidamente e se por ora usava um determinado molde que servirá a determinada realidade atualmente este modelos deve mim servi de experiência, mas não como um padrão. Afinal de contas à sociedade é diversa e nesta diversidade os termos que melhor se aplicam é o de não homogeneizável e não padronizável.

Diante desta ideia, o importante é se despir dos pré-conceitos e investigar as diferentes realidades e intervir de acordo com as necessidades que delas emergem.  Logo, se continuamos fazendo as mesmas perguntas que não cabem dentro das novas exigências da sociedade poderão caminhar para um desfiladeiro que visivelmente é raso, mas a profundidade se dá conforme a intervenção individual de cada um.

Não se pode falar de educação inclusiva e AEE  e continuar a se perguntar se a pessoa com deficiência aprende? Se, é melhor a inclusão ou a segregação? Tais inquietações no campo teórico e diante das novas exigências sociais, no meu ponto de vista, já estão superadas. Acredito que as questões de pesquisa sobre o AEE devem focar as demandas atuais. Como a pessoa com deficiência aprende? Quais os recursos que favorecem o aprendizado deste sujeito? O que esta pessoa sabe e quais suas preferências? Como atender a diversidade inclusa na escola regular? Em fim,  a partir de uma atitude positiva, que busque a diversidade existentes na sociedade, nos diferentes campos da educação inclusiva, que foquem a não padronização dos sujeitos, estaremos caminhado para entender e intervir nesta realidade diversa.


REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
                                                                      
Calvino, Italo. O modelo dos modelos.

PRODANOV, C. C.; FARIAS, E.C. Metodologia do trabalho científico [recurso eletrônico]: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico . 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013. Capítulo 03 – Pesquisa Científica, p. 41 a 118.

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