AEE : questões e exigências sociais
Neste texto
mim proponho a refletir sobre o AEE e as inquietações que frequentemente
norteiam esta prática. De fato, você
leitor deve estar se perguntado: qual a necessidade de refletir sobre tais
inquietações? De antemão adianto que se são as perguntas que movem a produção
de conhecimento elas tem que ter direções plausíveis dentro do contexto da
educação inclusiva, para não gerar armadilhas que encaminhem as práticas
docentes para uma falsa inclusão.
Ao ler o texto
“modelos de modelos” percebi que os modelos que projetamos em nossa mente sobre
diferentes realidades nem sempre, ou quase nunca, são compatíveis com as
necessidades reais dos sujeitos. A
sociedade e as necessidades dos seres humanos mudam rapidamente e se por ora
usava um determinado molde que servirá a determinada realidade atualmente este
modelos deve mim servi de experiência, mas não como um padrão. Afinal de contas
à sociedade é diversa e nesta diversidade os termos que melhor se aplicam é o
de não homogeneizável e não padronizável.
Diante desta
ideia, o importante é se despir dos pré-conceitos e investigar as diferentes
realidades e intervir de acordo com as necessidades que delas emergem. Logo, se continuamos fazendo as mesmas
perguntas que não cabem dentro das novas exigências da sociedade poderão
caminhar para um desfiladeiro que visivelmente é raso, mas a profundidade se dá
conforme a intervenção individual de cada um.
Não se pode
falar de educação inclusiva e AEE e
continuar a se perguntar se a pessoa com deficiência aprende? Se, é melhor a
inclusão ou a segregação? Tais inquietações no campo teórico e diante das novas
exigências sociais, no meu ponto de vista, já estão superadas. Acredito que as
questões de pesquisa sobre o AEE devem focar as demandas atuais. Como a pessoa
com deficiência aprende? Quais os recursos que favorecem o aprendizado deste
sujeito? O que esta pessoa sabe e quais suas preferências? Como atender a
diversidade inclusa na escola regular? Em fim,
a partir de uma atitude positiva, que busque a diversidade existentes na
sociedade, nos diferentes campos da educação inclusiva, que foquem a não
padronização dos sujeitos, estaremos caminhado para entender e intervir nesta
realidade diversa.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Calvino, Italo. O modelo dos modelos.
PRODANOV, C. C.; FARIAS, E.C. Metodologia
do trabalho científico [recurso eletrônico]: métodos e técnicas da pesquisa
e do trabalho acadêmico . 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013. Capítulo
03 – Pesquisa Científica, p. 41 a 118.
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